Como um enorme sumidouro de carbono, ela proporciona benefícios vitais para a biodiversidade, a água e a regulação do clima global. No entanto, o desmatamento está aumentando. Entre 2019 e 2022, o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE) registrou uma perda florestal de quase 10.000 quilômetros quadrados por ano. Identificar estratégias para conter o desmatamento é urgente.

Nova pesquisa oferece uma solução

Um estudo publicado na World Development constatou que as taxas de desmatamento são menores em florestas manejadas com certificação FSC em dois estados da Amazônia brasileira, Pará e Rondônia. As evidências mostram que a certificação pode ser uma ferramenta especialmente poderosa em regiões com governança mais fraca e maior pressão de desmatamento, destacando a certificação como uma estratégia de conservação para florestas tropicais nativas.

Para aumentar o impacto, os pesquisadores compartilham recomendações para fortalecer o papel da certificação, incluindo a simplificação de procedimentos; o envolvimento de comunidades locais e Povos Indígenas no planejamento, implementação e monitoramento das atividades de certificação; e a garantia de acesso ao mercado para empresas certificadas.

Metodologia

Os pesquisadores Pushpendra Rana e Erin Sills estudaram florestas designadas para manejo florestal sustentável nos estados do Pará e Rondônia, na Amazônia brasileira. Eles compararam a perda de cobertura florestal em áreas certificadas pelo FSC com uma amostra equivalente de áreas não certificadas com características semelhantes, como distância de estradas, serrarias e cidades, utilizando uma análise de Modelos Lineares Generalizados Mistos (GLMM) e modelos de efeitos fixos bidirecionais para garantir a robustez.

Ampliando a escala para impacto global

Os autores sugerem que ampliar a certificação para abranger mais paisagens florestais, com direcionamento cuidadoso, pode trazer contribuições significativas para as agendas globais de florestas e clima. O manejo florestal sustentável que aumenta o valor das florestas em pé pode contribuir para a mitigação das mudanças climáticas.

Os autores observam a necessidade de fortalecer as capacidades de governos, empresas e ONGs para influenciar os mercados globais de madeira e os sistemas de certificação, e simplificar as regras do comércio internacional para ajudar a certificação a ganhar maior aceitação nos mercados mundiais de madeira.

Três meses antes da COP30, esta pesquisa reforça que o manejo florestal responsável é uma solução baseada na natureza comprovada, escalável e econômica, com benefícios essenciais para o clima, a biodiversidade e o desenvolvimento sustentável.

Leia o estudo aqui.

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