Em maio policiais militares do Batalhão Ambiental de Goiás e do Distrito Federal participam de um curso sobre identificação de madeiras promovido pelo Serviço Florestal Brasileiro (SFB) por meio do Laboratório de Produtos Florestais (LPF).
A atividade auxiliará os policiais a reconhecerem com maior precisão espécies de madeiras principalmente do Cerrado e da Amazônia, o que contribuirá para fortalecer a capacidade desses órgãos em atuar contra crimes ambientais em suas unidades da federação.
Uma das fraudes mais conhecidas no mercado de madeira é transportar ou vender uma espécie como se fosse outra. “Existem madeiras que não podem ser cortadas e comercializadas, mas as pessoas cortam e transportam fazendo tal madeira se passar por outra espécie que é permitido o corte e a comercialização”, afirma a capitã do Batalhão Ambiental da Polícia Militar de Goiás Sônia Barbosa dos Santos.Um exemplo daquelas que sofrem restrição ao comércio é o mogno. Porém, como sua aparência é muito semelhante às do cedro, da andiroba e do curupixá, que não são proibidas de corte, é necessário saber diferenciá-las para descobrir se um mogno está sendo transportado como se fosse uma das espécies citadas, por exemplo.
“No momento em que as equipes fiscalizam as madeireiras, precisamos saber se aquela madeira é legal ou ilegal, conhecer os tipos de madeira, para que possamos fazer a identificação. Ao conferir toda a documentação, ali vem especificado todo tipo de madeiras que ela tem. Daí, conferimos com o que está descrito”, afirma o tenente Leomar Fernandes Santos.
Carvão
O curso também mostra como diferenciar madeiras nativas daquelas de florestas plantadas. Esse conhecimento é útil quando se trata de fiscalizar cargas de carvão, por exemplo. Há casos em que o carvão é vendido como se fosse obtido de eucalipto de florestas plantadas, mas foi produzido a partir de árvores nativas do Cerrado.
Segundo o tenente Fernandes, os 11 policiais da corporação que realizam o curso terão a missão de multiplicar os conhecimentos para outros profissionais da Polícia Militar de Goiás. Os policiais que participam da capacitação atuam nos municípios de Caldas Novas, Goiânia, São Luís de Montes Belos, Uruaçu e outros do estado. A capacitação também conta com cinco policiais do Batalhão Ambiental da PMDF.
Entre 2007 e 2009, segundo dados do Ibama, Brasília foi o 4º município que mais recebeu madeira serrada dos estados da Amazônia Legal, com 174 mil metros cúbicos. Goiânia foi o 10º, com cerca de 140 mil metros cúbicos.O LPF, que é um dos laboratórios de referência no estudo de madeiras no país, já realizou diversos cursos de identificação de madeira para analistas do Ibama, policiais e para técnicos de órgãos ambientais estaduais e municipais. Em 2012 e 2013, por exemplo, o LPF realizou cursos para a Polícia Civil do DF e também para agentes da Polícia Federal.
Fonte: Serviço Florestal Brasileiro